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Sombra ténue como o reflexo da minha alma... [entries|archive|friends|userinfo]
Alma Mutilada

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Little Suicides... [May. 1st, 2006|02:16 pm]
Alma Mutilada
[mood |Ânsia de autodestruição...]
[music |The Golden Palominos - Little Suicides]

«Yes,
I try
to kill myself in small amounts,
an innocuous occupation.»

Excerto do poema "The Addict" de Anne Sexton
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Mais uma noite dilacerante... [Apr. 30th, 2006|11:14 pm]
Alma Mutilada
[mood |Angustiada]
[music |Silence 4 - Take Me Away]

«My pain is leading, I got no control from now  
Don't try to help me, I don't want to put you down 
All my reasons will be misunderstood,  
I wish you well, in here there's nothing good    

My heart is rotten with all the worst kind of disease    
It tries to be better but all it can do is bleed    
I'm so tired of myself (...)»
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O peso de sentir... [Mar. 18th, 2006|09:35 pm]
Alma Mutilada
[mood |Quem me dera ser impassível...]
[music |Mazzy Star - Into Dust]

Um dia destes, arranco o coração...
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«Fazes falta? Ó sombra fútil chamada gente! / Ninguém faz falta; não fazes falta a ninguém...» [Feb. 17th, 2006|10:42 pm]
Alma Mutilada
[mood |Blue]
[music |Tor Lundvall - Last Light]

Se te queres...

«Se te queres matar, porque não te queres matar?
Ah, aproveita! que eu, que tanto amo a morte e a vida,
Se ousasse matar-me, também me mataria...
Ah, se ousares, ousa!
De que te serve o quadro sucessivo das imagens externas
A que chamamos o mundo?
A cinematografia das horas representadas
Por actores de convenções e poses determinadas,
O circo polícromo do nosso dinamismo sem fim?
De que te serve o teu mundo interior que desconheces?
Talvez, matando-te, o conheças finalmente...
Talvez, acabando, comeces...
E de qualquer forma, se te cansa seres,
Ah, cansa-te nobremente,
E não cantes, como eu, a vida por bebedeira,
Não saúdes como eu a morte em literatura!

Fazes falta? Ó sombra fútil chamada gente!
Ninguém faz falta; não fazes falta a ninguém...
Sem ti correrá tudo sem ti.
Talvez seja pior para outros existires que matares-te...
Talvez peses mais durando, que deixando de durar...

A mágoa dos outros?... Tens remorso adiantado
De que te chorem?
Descansa: pouco te chorarão...
O impulso vital apaga as lágrimas pouco a pouco,
Quando não são de coisas nossas,
Quando são do que acontece aos outros, sobretudo a morte,
Porque é a coisa depois da qual nada acontece aos outros...

Primeiro é a angústia, a surpresa da vinda
Do mistério e da falta da tua vida falada...
Depois o horror do caixão visível e material,
E os homens de preto que exercem a profissão de estar ali.
Depois a família a velar, inconsolável e contando anedotas,
Lamentando a pena de teres morrido,
E tu mera causa ocasional daquela carpidação,
Tu verdadeiramente morto, muito mais morto que calculas...
Muito mais morto aqui que calculas,
Mesmo que estejas muito mais vivo além...
Depois a trágica retirada para o jazigo ou a cova,
E depois o princípio da morte da tua memória.
Há primeiro em todos um alívio
Da tragédia um pouco maçadora de teres morrido...
Depois a conversa aligeira-se quotidianamente,
E a vida de todos os dias retoma o seu dia...

Depois, lentamente esqueceste.
Só és lembrado em duas datas, aniversariamente:
Quando faz anos que nasceste, quando faz anos que morreste;
Mais nada, mais nada, absolutamente mais nada.
Duas vezes no ano pensam em ti.
Duas vezes no ano suspiram por ti os que te amaram,
E uma ou outra vez suspiram se por acaso se fala em ti.

Encara-te a frio, e encara a frio o que somos...
Se queres matar-te, mata-te...
Não tenhas escrúpulos morais, receios de inteligência!...
Que escrúpulos ou receios tem a mecânica da vida?

Que escrúpulos químicos tem o impulso que gera
As seivas, e a circulação do sangue, e o amor?

Que memória dos outros tem o ritmo alegre da vida?
Ah, pobre vaidade de carne e osso chamada homem.
Não vês que não tens importância absolutamente nenhuma?

És importante para ti, porque é a ti que te sentes.
És tudo para ti, porque para ti és o universo,
E o próprio universo e os outros
Satélites da tua subjectividade objectiva.
És importante para ti porque só tu és importante para ti.
E se és assim, ó mito, não serão os outros assim?

Tens, como Hamlet, o pavor do desconhecido?
Mas o que é conhecido? O que é que tu conheces,
Para que chames desconhecido a qualquer coisa em especial?

Tens, como Falstaff, o amor gorduroso da vida?
Se assim a amas materialmente, ama-a ainda mais materialmente:
Torna-te parte carnal da terra e das coisas!
Dispersa-te, sistema físico-químico
De células nocturnamente conscientes
Pela nocturna consciência da inconsciência dos corpos,
Pelo grande cobertor não-cobrindo-nada das aparências,
Pela relva e a erva da proliferação dos seres,
Pela névoa atómica das coisas,
Pelas paredes turbilhonantes
Do vácuo dinâmico do mundo...»

Álvaro de Campos

Indubitavelmente, um dos meus poemas de eleição...
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Lenitivo [Feb. 14th, 2006|08:33 pm]
Alma Mutilada
[mood |Entorpecida]
[music |Efterklang - Redrop]

«Quando desaparecer
hei-de pedir à noite
que me consuma com ela
que me devaste a alma
não quero mais
quero desaparecer na noite
e só de noite consumir-me»

António Gancho
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A inevitabilidade do Vazio [Feb. 1st, 2006|03:08 pm]
Alma Mutilada
[mood |Imersa no Fatalismo]
[music |Non - Extract 4]

«Noites há, em que, sentado à lareira, no quarto mais resguardado de todos, sinto subitamente a morte cercar-me: no fogo, nos objectos ponteagudos que me rodeiam, no peso do tecto e na massa das paredes; na água, na neve, no calor, no meu sangue. Pergunto-me então o que vem a ser a nossa mais humana sensação de segurança, e percebo que não passa de um consolo para o facto de a morte ser o que há mais próximo à vida. Pobre consolo, que não cessa de nos recordar o que desejaria fazer-nos esquecer!»

Stig Dagerman, in "A Nossa Necessidade de Consolo é Impossível de Satisfazer"
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Questão Magna... (Mais um post inútil) [Nov. 16th, 2005|03:47 pm]
Alma Mutilada
[mood |*imbecilidade mode on*]
[music |Sigur Rós - Hoppípolla]

Será que alguém me pode elucidar acerca de uma dúvida existencial que me tem assolado desde sempre??
Aqui vai: Por que raio, recordamos sempre aqueles que mais nos magoam, e que desprezam a nossa reles existência??
Aponto duas possíveis hipóteses: Será masoquismo ou apenas uma espécie de estupidez inata e crónica??

Aguardo posts com respostas iluminadas e esclarecedoras em relação a tão pertinente questão...
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Are You There?... [Nov. 8th, 2005|01:22 pm]
Alma Mutilada
[mood |sad, sad, sad...]
[music |Anathema - Are You There?]

Deixei que partisses no abismo do tempo, e agora, apenas restam as recordações... Pequenos estilhaços que continuam a dilacerar-me...
A verdade, é que, independentemente dos anos que passem, dos caminhos que trilhemos, continuarás sempre a invadir os recantos do meu ser, assombrando-me com a tua "presença"...

É hora de revisitar o passado...

Até já...
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You Only Disappear... [Nov. 7th, 2005|06:10 pm]
Alma Mutilada
[mood |saudosa & nostálgica.]
[music |Tom McRae - You Only Disappear]

"Volta até mim
para que a tua ausência não embacie
o vidro da memória, nem o transforme
no espelho baço dos meus olhos."

Excerto de um poema de Nuno Júdice
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Emptiness. [Nov. 6th, 2005|02:00 am]
Alma Mutilada
[mood |Sei lá...Talvez..."Atordoada"]
[music |Josh Rouse - My Love Has Gone]

«Ah, não há saudades mais dolorosas do que as das coisas que nunca foram!» Bernardo Soares, in "Livro do Desassossego"
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